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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Imaginação?

- Filha, quando você for rezar, pede pro L. ficar bom logo. Papai do Céu escuta muito as crianças.

- Eu sei, mãe. Quando eu estava no céu, antes de ir pra sua barriga, os pedidos pra Papai do Céu chegavam em cartinhas invisíveis.

Amazing...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Gravidade

Mãe é um bicho tendencioso. A gente sempre acha que nossos filhos são o máximo. E são mesmo ! (Eu não fujo à regra...) Prestem atenção ao diálogo que se segue:

- Mãe, porque a água cai assim tão rápido no copo quando a gente vira a garrafa?

A menina de 5 anos faz a pergunta enquanto executa a ação mencionada.

- É a lei da gravidade...

Falei e me arrependi na hora. Eu e minha mania de simplificar tudo. Já estava me preparando para falar da tal maçã que caiu da árvore enquanto ela, fisionomia pensativa, chegava às suas próprias conclusões:

- Quer dizer que se não fosse a gravidade a gente ia ficar flutuando?

Confesso que fiquei sem resposta. De fato as crianças de hoje recebem uma gama de informações e numa velocidade que superam e muito a minha geração, mas me impressionou o fato de que ela não apenas reproduziu uma mensagem memorizada, mas extrapolou o parco conteúdo da minha resposta evasiva com uma conclusão bem madura para sua pouca idade.

Nota dez para ela, zero para mim.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nebulização

- Filha, vai lá no quarto ver se a sua irmã já acabou a nebulização!

Ela vai e volta rapidinho:

- Não acabou não, mãe!

Pequena pausa:

- E olha que eu nem sei o que é nebulização!

sábado, 11 de julho de 2009

Infância distante


- Filha, qual vai ser a música da festa junina da escola?

- Não lembro...

- Ué, e a do ano passado?

- Ah, essa eu sei!

- Como você esquece a que está ensaiando todos os dias e lembra da antiga?

- É que eu lembro das coisas da minha infância!

domingo, 24 de maio de 2009

Meliante


Triste constatação: minha filha é uma meliante.

Estávamos em uma farmácia comprando as coisinhas que ela precisará para começar na creche amanhã, e a bichinha indócil no carrinho passando a mão em tudo que estivesse ao seu alcance.

Ela pegava e eu devolvia, mas quando parei para pagar a conta ela ficou um bom tempo solta para encher as mãos. Os vendedores de olho nela, fiscalizando e achando graça.

Paguei, pedi desculpas, e sorriso amarelo no rosto devolvi o que ainda estava em suas mãos, enquanto ela berrava em protesto.

No dia seguinte achei um pote no carrinho, cristais de gengibre. Conclusão: na mais tenra idade de 1 ano e três meses minha filha cometeu seu primeiro ato de delinquencia. Espero que pare por aí, ou aos dezoito a folha criminal será imensa, rs...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Baby talk


Quase todas as vezes que minha filha mama costumo perguntar:
- Quer conversar?

Geralmente ela já está morrendo de sono e balança a cabeça negativamente. Pergunto mesmo só para ver sua reação e dar algumas risadas, é uma brincadeira nossa.

Outro dia ela estava especialmente rabugenta. Enquanto sugava emitia sons bastante irritados, batia os pés e franzia o cenho.
- O que você tem, K.?
Aí subitamente me veio uma ideia:
- Você quer conversar?

Na mesma hora sua fisionomia se iluminou e ela fez que sim, olhinhos arregalados. Que bom, já estava achando que meu papo devia andar muto chato...

Sem resposta


- Mãe, o que é camarão?
Achei engraçado essa pergunta na boca de uma menina de 5 anos.
- É um crustáceo. Gostoso...
- E a gente come?
- Come.
- Porque a gente faz isso com a natureza?
????
- É por isso que os bichos ficam zangados e comem os homens. Porque a gente mata eles pra comer.
Fiquei sem resposta.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Haja paciência


Olha, o dia de intem foi mesmo movimentado. Começou com incêndio na garagem e continuou com passagem pela emergência ortopédica. Mea culpa, prendi a mão da neném na porta. Ai, que dor... Nela e em mim, que fiquei sem coragem de olhar, apelei para o pai. Ele rapidamente colocou gelo, movimentou os dedinhos e saiu com ela para distraí-la. Fomos todos para o hospital, mas felizmente não houve fratura.

Seguimos então para um chá de lingerie, e no caminho passamos por uma lanchonete que tem uns salgados deliciosos. Minha filha mais velha começou a reclamar:
- Tô com fome...
- A gente vai pra uma festa, na volta passa aqui.
Mas a festa se revelou um verdadeiro programa de índio para as crianças, que ficaram no play com o pai enquanto eu assistia a apresentação de dança do ventre e técnicas de sedução em meio a calcinhas comestíveis, algemas cor-de-rosa, creminhos de todos os tipos e outras cositas.
- Mãe, tô com fome, quero uma coxinha gigante!
- A gente já vai...
- Mas eu quero uma coxinha do meu tamanho!

Isso durou o tempo que permanecemos por lá, consegui fugir depois que o bolo foi servido. Meu marido, com dor de cabeça após tantos "eventos graves" em menos de 24 horas, não queria desviar.
- Que coxinha que nada, faço um miojo pra você em casa.
- Ah, não, pai, quero coxinha.
Diante de tanta insistência da garota que acha que comer é tempo perdido, ele se convenceu. Deu a volta, e comprei oito coxinhas e dois croquetes.
- Hum... Tô sentindo cheiro de coxinha.
- Claro que está, mamãe não foi comprar pra você?
- É que gostar mesmo, eu gosto de bolinha de queijo. Mas se você só trouxe coxinha, tudo bem, eu como...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mais notícias do coelho


O pedido dos ovos pela internet melou. Consegui um tempinho para fugir hoje a tarde e fazer umas comprinhas.
- Mamãe vai falar com o coelho, não consegui mandar e-mail. A caixa dele deve estar cheia de mensagens.
- Posso ir?
- Claro que não! Você conhece alguma criança que sabe onde o coelho mora?
- Não...
- Pois é.

Retornei umas duas horas depois, tarefa cumprida. Deixei as sacolas na porta de serviço.
- Mãe, você viu o coelho?
- Não, falei com a secretária. Nessa época do ano ele fica muito atarefado. Mas mandou perguntar se você já fez o dever de casa.
- Fiz não.
- Ih, ele vai ficar chateado...
- Vai não, mãe. Ele tá muito atarefado...

domingo, 5 de abril de 2009

Coelho na web


Estava em um site procurando ovos de páscoa para que minha filha escolhesse seus preferidos. Depois de muitas opções, e seus eleitos apontados de acordo com o brinde, óbvio, ela observou:

- Mas mãe, esse ovos são para comprar!

- Eu sei, estamos escolhendo para pedir ao coelho.

- Ah, tá. Manda por e-mail pra ele.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Excessos


Minha filha de 5 anos passou por sua primeira semana de avaliação na escola. Não fiquei encucada, mesmo porque acho que ela ainda é muito novinha. Mas no último dia perguntei via agenda à professora como a menina havia se saído. A resposta foi lacônica e um tanto seca, acostumada que fui com "tias" mais meiguinhas: "M. foi bem. Precisa de mais tempo para realizar suas tarefas."

De fato a pequena se distrai com a maior facilidade, trabalhinhos que poderia concluir em 5 minutos muitas vezes leva mais de hora. Durante esse tempo os lápis, borrachas, o enfeite da mesa ou qualquer poeira de estrela vira personagem de suas histórias.

Sendo assim, esperava notas em torno de 7 ou 8, o que considero muito bom. Mas qual não foi minha surpresa quando recebi as avaliações hoje, num envelope de papel pardo lacrado, com as seguintes notas: língua portuguesa 9,2, matemática 9,4 e ciências, história e geografia 10! Nossa, morri de orgulho da minha pequena! Liguei imediatamente para o pai para contar, e de presente autorizei seu primeiro passeio escolar, semana que vem, ao museu do índio. Estou com medo, mas ela quer conhecer um ônibus por dentro...

Essa tia não é exigente demais??? Chaaaaaaata!!!!

Me engana que eu gosto


Menina com tosse. Resolvo trocar o xarope usual, fitoterápico, por um daqueles alopáticos barra pesada.
- Mãe, não vou tomar de jeito nenhum, só se você me enganar.
- Mas eu não gosto de te enganar. O que você quer que eu faça?
- Bota o remédio novo na caixa do antigo!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um pouco de cada


A menina entra com um pedacinho de plástico na mão:
- Mãe, estava arrumando o quarto e olha o que eu achei: é um pouco vidro e um pouco plástico.
Fico olhando para ela, esperando a conclusão do pensamento.
- Tá vendo? Assim não dá pro vidro cortar muito, porque o plástico não deixa!
P.S.: fui pesquisar no Google imagens para "caco" para adicionar ao post, e dei de cara com o personagem fofo. Me bateu uma nostalgia e ele acabou dando uma de "penetra" por aqui...

domingo, 15 de março de 2009

Cheia de carga


A neném adora colocar tudo na boca, um perigo. Frequentemente durante o dia tenho que resgatar pequenos objetos de sua cavidade oral, mas pelo jeito ela não costuma engolir nada. Pelo menos isso é o que eu achava até ontem.

Ela conseguiu abrir o celular de brinquedo e tirar as três pequenas baterias que o fazem funcionar. Uma ela estava "chupando", a outra encontrei, mas a terceira evaporou. Vasculhei o chão, as gavetas, refiz todo o seu caminho, e nada.

Fiquei preocupada, mas ela não estava externando nenhum desconforto. Falei com o pai, que não ligou muito. Bem, continuou comendo, intestino ok, e eu de olho.

Mas de madrugada ela acordou e não queria voltar a dormir, demonstrava vontade de brincar, mas no meu imaginário ela estava incomodada mesmo. Acordei o pai:
- Olha, ela não quer dormir...
- Tô vendo. Quer brincar.
- Será que ela está sentindo alguma coisa?
- Ela não engoliu a bateria? Então, tá com carga extra...

domingo, 8 de março de 2009

Epifania


Sábado, 7 de março. Dia memorável.

Minha filhas passaram cada uma para um novo ciclo de vida neste dia. De uma certa forma, as duas estão se desgarrando de mim. E isso é bom.

A pequena, pelas mãos do papai, ensaiou seus primeiros passos sozinha. Já se sustentava de pé por poucos segundos há algum tempo, mas a caminhada rumo ao futuro começou ontem. Momento, para ela, de ver as coisas sob uma nova perspectiva, entrar de vez nesse mundo "bípede". Nada melhor que enxergar nos seus olhos a alegria da conquista e da descoberta.

E a mais velha passou sua primeira noite fora de casa. Já havia comentado antes sobre a minha dificuldade em deixar minhas filhas com outras pessoas, sair, então, nem pensar. E dormir fora? No way!!!! Bem, tive que rever meus conceitos. Minha prima já tinha me pedido outras vezes para que ela fosse passar a noite em sua casa com sua filha de 10 anos, as duas se adoram. Estava adiando a permissão até ontem com uma série de desculpas, mais para mim que para ela. Mas somei o meu cansaço à falta de opções de diversão que tenho proporcionado às crianças e deixei, sem pensar... Foi até bonitinho vê-la procurar a pasta de dente para colocar na mochilinha básica que preparei, juntar mais de dez DVDs para assistir com a prima e sair, orgulhosa de ser uma mocinha agora, deixando papai e mamãe para trás.

Devo dizer que a casa ficou vazia... Até a pequena foi ao quarto da irmã procurá-la. Mas minha alma ficou cheia, cheia de orgulho das minhas meninas. E de mim também, ora essa!

terça-feira, 3 de março de 2009

Fofolete


- Mãe, eu te amava antes de nascer.
- É? E onde você estava?
- Na cidade das crianças que ainda não nasceram.
- Onde fica?
Aponta com o polegar: - Lá em cima! Olhei de lá e escolhi você...

SNC?


- Puxa, M., não faz bobagem, eu não gosto de ficar brigando com você!

- Ah, mãe, é o sistema nervoso central do meu cérebro que me faz ser assim...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Corações invisíveis


Pequena brincando com maquiagem:

- Mãe, você quer um pouco de maquiagem? Papai vai amar, não vai nem te conhecer. Vão sair coraçõezinhos da cabeça dele! Mas são invisíveis, não dá pra ver, não. Só na televisão.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cada um com seus pobremas



- Mãe, é tão difícil ter uma irmã bebê e uma avó com a perna quebrada...

Meu primeiro polvilho


Meu conhecimento sobre bebês era quase zero até ter os meus. Acho que por isso não me canso de me surpreender com suas descobertas e esperteza.

Acabo de dar um pacote de biscoito de polvilho para minha mãe. Coloquei um na mão da neném de 1 ano para provar e vim com ela para a varanda. Ela comia quietinha, cara de quem apreciou a novidade, até que o último pedaço caiu e ela o esmigalhou com o pezinho. Imagino que ela tenha achado a experiência legal, mas rapidamente mamãe acabou com a brincadeira e limpou a farelada. Prontamente a pequena saiu engatinhando numa reta até o quarto da avó e ficou em pé se apoiando na cama com cara de quero mais. Acho que ganhou, pois está por lá até agora...