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domingo, 18 de dezembro de 2011

Time Goes By...

Passei um tempo ausente, um longo tempo. Parece que é outra pessoa que escreve agora, não mais aquela que passeou aqui pela útima vez em 2010.
Foram tantas mudanças nesse intervalo, acontecimentos...
Hoje fui acordada por uma lembrança: vinte e cinco anos de formatura no colégio.
Foi quase uma pedrada, um balde de água morna no coração. Saudade é uma coisa, saudosismo é outra. Lembrar o passado nos fortalece para o presente, viver nele é estagnação.
Viva a juventude Marista! Ainda me sinto parte desse grupo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Primeiro amor


O post anterior e o comentário da lilly me lembraram uma historinha.

Minha filha teve seu primeiro namorado com 1 aninho...

Ela foi para a creche aos 9 meses, e seu desenvolvimento foi muito rápido. Aos 11 andava bem e seu vocabulário crescia absurdamente; entendia tudo que perguntávamos e respondia do seu jeito. Certa vez voltou com uma mordida feia no dedinho.
- Quem te mordeu, amor?
- Tícia!

Sem titubear, apontou a coleguinha Letícia, naquela tal fase oral em que os pequenos adoram se pegar a dentadas.

Quando ela devia ter um ano e dois meses, aproximadamente, ficava repetindo:
-Igo...
Papai, já suspeitando de um relacionamento sério, ficava bravo:
- Quem é esse cara?

Brincadeirinha... Mas nas reuniões de pais conheci a mãe do Igor, que me contou que ele também chamava pela minha filha em casa. E todos na creche comentavam como eles não se desgrudavam, brincavam juntos, um assistia DVD deitado no colo do outro, fazendo carinho nos cabelos...

Essa história é muito bonitinha, assim vemos como empatias e afinidades podem se formar e ser fortes mesmo na mais tenra idade. Infelizmente ele mudou de escola pouco depois, mas minha filha se lembra de até hoje. Ele, não sei, homens são tão volúveis...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eye in the sky


Uma amiga minha adorava "The Alan Parsons Project". Sempre gostei também, mas acho que nunca tive grandes paixões por ídolos da música... Na época acompanhava o trabalho do Oswaldo Montenegro, talvez mais por necessidade de me apegar a algo, sei lá. Admirava e admiro alguns artistas, mas sem arroubos.

Quando éramos adolescentes costumávamos comprar os discos e ir para a casa umas das outras para fazer coletâneas em fitas cassete. Não sei se a criançada de hoje consegue imaginar, as mídias se atualizam de uma forma tão rápida que mal entendi o que é um MP4 e já ouvi falar em MP7...

Ela possuía todos os discos do conjunto, menos um: "Eye In The Sky." Eu adorava a música, e por alguma conjunção astral, consegui comprar o último disponível no mercado, pelo menos nas nossas proximidades.

Em nenhum momento cogitei dá-lo a ela; ela, também, nunca pediu. Devo dizer que sofri uma pressãozinha psicológica para isso, mas achava sem sentido, eu havia comprado para mim e gostava bastante dele. Dava um certo prazer egoísta saber que era o último...

Bem, o tempo passou. E muito. Há alguns anos tive o prazer de assistir a um show deles na praia de Copacabana, senhores respeitáveis. Adorei, e me lembrei muito dela... De como me arrependi por não ter na época a generosidade e o entendimento que teria sido muito mais prazeroso abrir mão do que me parecia um tesouro...

Hoje nem o tenho mais. Não sou boa em guardar coisas, me desapego facilmente, e quando me desfiz do último toca-discos mandei embora todos os LPs. Na correria de obra em casa nem lembrei de ficar com pelo menos aquele. E hoje, aqui, peço desculpas publicamente.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sarjeta


Não posso reclamar dos amigos que me acompanham nessa vida. Tenho consciência que amizades verdadeiras posso contar nos dedos das mãos, mas são pessoas com as quais conto independentemente da distância que nos separe ou do tempo que fiquemos sem nos ver.

Essa aconteceu comigo e com a Carla. Trabalhávamos em um hospital na zona sul do Rio, novinhas, animadas, aquela idade em que tudo é festa e qualquer pedaço de chão é cama. Nossa afinidade foi muito rápida, apesar de termos personalidades completamente diferentes. Eu, tímida feito uma porta, ela conhecia do faxineiro ao diretor do hospital.

No mesmo ano em que nos conhecemos resolvemos passar o reveillon em Copacabana, algo que nem me imagino mais fazendo atualmente, com um residente da oftalmo, japonês. Carla sabia que eu tinha uma quedinha por orientais, talvez quisesse dar uma de cupido.

Bem, lá fomos nós. Que muvuca, gente por todo lado... Uma determinada hora resolvi ir até a água. Caramba! Nunca tinha visto tanta oferenda junta! Era um tal de buraco na areia circundado por velas que não sei como consegui fazer o caminho até o mar caindo em apenas um. E num arroubo, de que me arrependi depois, lancei um anelzinho lindo, todo de pedrinhas coloridas, para Iemanjá...

Enfim, ano novo. E aí? Resolvemos ficar no prédio dos residentes até clarear e podermos ir para casa. Deviam ser umas seis horas quando descemos, e ela me acompanhando na espera do 409. E que espera... A sensação era de que estávamos sozinhas na rua, nenhuma pessoa, carro e muito menos 409. Ficamos ali tanto tempo que acabamos nos sentando no meio-fio... Não esqueço dela rindo e me dizendo:

- Que belo ano novo, hein? Acabamos na sarjeta!

Mas com pessoas queridas até a sarjeta fica legal e rende boas histórias...

Cookies Joelma

Esse post é uma homenagem às minhas amigas lilly e Pat Ferret, acho que elas vão lembrar.

Nos conhecemos dos tempos de colégio, lá se vão mais de vinte anos. Adorávamos fazer reuniões de grupo, éramos aproximadamente 7 ou 8 meninas e um rapaz. Os trabalhoes de escola eram desculpas para tudo acabar em brincadeiras, jogos, almofadadas ou puro papo jogado fora.

Tinha muita bagunça na minha casa, mas estávamos sempre uns com os outros para tudo. Cinema, patins no gelo no Barra Shopping encarando o 233, Tivoli Park (que saudades!), lanchinho no Palheta...

Certo dia resolvemos nos reunir para fazer cookies na casa da lilly, eu e Pat. Tudo regado a muito bate-papo, música... Eu, só curtindo, Pat sempre teve boa voz e lilly talento ao piano ("mas não me peçam para tocar nada popular!")

Os cookies eram só pretexto para a farra de meninas. Mas ficaram bonitos no tabuleiro, colocamos no forno e fomos nos distrair com outras coisas enquanto assavam.

Mas acho que a distração foi exagerada... Todo o nosso talento culinário rendeu uns cookies queimadinhos, queimadinhos. Não preciso explicar porque ficaram registrados nos anais da história como "cookies Joelma." E ainda me rendem boas lembranças.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ladies and gentlemen, Mr. Elton John!

Puxa, tô triste. Eu simplesmente amo o Elton John. Lembro das lágrimas rolando ao ouvir "Circle of Life " durante a queima de fogos em Epcot. Por ele, superaria a aversão que tenho a enfrentar aglomerações e iria à Apoteose.

Foi assim em 1997 quando assisti ao seu show no estádio do Flamengo. Não sei porque ele escolhe esses lugares esquisitos...

Fiquei bem de longe, ele naquele terninho quadriculado de branco e preto, indefectível ao piano. Já não alcançava o agudão de Bennie and the Jets. But who cares? Eu estava lá, a plenos pulmões! Até rolou uma baixaria por perto, briga de gente que não sabe sair de casa só para ser feliz.

Dessa vez não vou, terei de me contentar em ficar em casa babando a apresentação ao vivo, de São Paulo. E esperando mais uns dez anos por outra oportunidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Negócio da China


Tenho uma amiga chinesa que não vejo há anos. Estudamos juntas, mas depois de formada foi se especializar no exterior e nunca mais voltou... É designer de jóias, até onde eu sei, e parece que o campo de trabalho nesta área por aqui ainda não é dos melhores.

Dia 8 foi seu aniversário e arrisquei mandar um e-mail, há muito que ela não dava sinal de vida. Mandei de teimosa. E ela respondeu! Naquele seu jeitinho atrapalhado de sempre, de menina avoada, mesmo agora aos quarenta. Agradece a lembrança e completa: "So sorry, I lost your and Pata contact.....thank God you found me again...."

O mais interessante ficou para o fim: "Tem fotos pra mandar? Nao sou computadorizada.... ainda nao aprendi a botar foto....."

Como assim???? Isso é a cara dela... Que saudades!!!!!

sábado, 29 de novembro de 2008

Greta Garbo, quem diria, acabou na Tijuca

Uma antiga chefe me encontrou na cantina fazendo um lanche:
- Comendo um salgado sozinha? Tá maluca?
- Hã?! Qual o problema?
- Ah, isso a gente faz com mais alguém, sozinha não tem graça.

Ela é meio exagerada, mas dessa vez pegou pesado. Afinal, estava desfrutando de dois prazeres: comer (adooooro!!!) e a minha companhia!

Fui criada muito sozinha, ansiando por uma família grande. Mas hoje, casa cheia, sinto falta de alguns momentos por dia comigo mesma. Quando isso acontece, pego a bolsa e invento alguma coisa pra fazer na rua. Vou andando devagar, apreciando o comércio tão conhecido da vida inteira, lembrando de lojas antigas que fecharam e que recheiam minha mente de lembranças.

Quando era criança, era obrigatório lanchar no Palheta após uma sessão de cinema no Carioca ou no América. A lanchonete agora é uma farmácia que serve o famoso café num quiosque minúsculo; os cinemas, um é uma Igreja Universal, o outro, mais uma farmácia.

Engraçado, comecei falando sobre uma coisa e descambei pra outra. Só pra concluir: esses passeios acabam ocasionalmente em um Shopping, tomando um capuccino ou um carioca, pensando na vida... Companhia é bom, mas tal e qual Greta Garbo, tem horas que I want mesmo é to be alone! Na boa.

Ah, outra hora falo mais sobre essas nostalgia do passado.

Bela Catarina

Santa e bela Catarina. Que tristeza acompanhar os acontecimentos pelo noticiário...

Aos treze anos fiz uma excursão pelo Vale do Itajaí e me encantei por Blumenau. Parecia uma cidade de boneca! Ruas limpinhas e arborizadas, casas todas bem cuidadas, naquele estilo típico europeu. Pouco depois a cidade foi assolada por uma enchente de grandes proporções, dava a impressão de que dificilmente voltaria a ser o que era.

Mas voltou! Sua gente batalhou pela recuperação, e o resultado foi a criação de uma grande comemoração, a Oktoberfest.

Dá para confiar que tudo, um dia, vai voltar à normalidade. Mas certamente com profundas cicatrizes deixadas por tantas perdas...

domingo, 16 de novembro de 2008

Pequenas preocupações, grandes medos

Chegamos em casa hoje de um passeio no Shopping e estavam na portaria alugumas amiguinhas da minha filha e a mãe de uma delas, todas comendo pipoca. A pequena quis ficar por lá, e como estava também um adulto, vizinha de porta, deixei.
Dali a uns dez minutos, toca a campainha:
- Ela quis subir...
Entra minha filha com uma carinha ressabiada.
- Que foi, amor?
- Nada...

Foi trocar de roupa enquanto a menor comia uma perinha e volta em seguida, olhos arregalados.
- Mãe, é que... Eu lembrei que subi porque queria te perguntar uma coisa... É que a H. e a J. falaram que a Terra vai afundar, é verdade?
- Não, amor, não é...
E lhe dei um abraço para afugentar essa preocupação de sua cabecinha.

Lembrei de quando era pequena e minha prima me assustava dizendo que ia arrancar minhas amídalas com o facão da cozinha; tinha medo do mundo acabar e me afligia a sensação do nada que seguiria o fim do mundo; e o pior de todos - pensava em pessoas mortas, em seus caixões, sozinhas no cemitério... Pensamentos funestos para uma criança pequena, sempre tão preocupada com tudo...

Mas felizmente minha filha é bem diferente de mim; bastaram minha negativa e um afago para que ela esquecesse o assunto...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estória de uma amizade


Empregos anteriores me fizeram desconfiar dos outros. Devo dizer que hoje tenho o pé atrás com a maioria das pessoas, confio sem me abrir ou esperar muita coisa em troca.

Foi assim que conheci uma colega há alguns anos. O ambiente no trabalho era pesado, parecia que as paredes tinham ouvidos e que eu estava sendo testada o tempo todo. Nosso primeiro contato foi por telefone, ela havia acabado de tomar posse e queria saber se eu poderia trocar meu horário para conciliar com o dela. Nossa, nem me conhecia, e já ia pedindo uma coisa assim! Hum, pé atrás...

Nos encontrávamos pouco, plantões diferentes. Hoje sei que ela passou por todas as incertezas e pressões que eu. Parecia ser uma moça séria e competente, dividíamos o mesmo setor e aos poucos fomos desenvolvendo uma afinidade profissional e um respeito pela outra como eu nunca havia experimentado.

Certo dia, sem que eu esperasse, me revelou sua estória. Não me cabe descrevê-la aqui, mas fiquei profundamente comovida... Essa menina passou por situações difíceis e sofrimentos desde pequena, e me lembro de poucas vezes tê-la visto sem um sorriso no rosto. É, no rosto, pois ela ri com os lábios e com os olhos. Todas as dificuldades devem ter construído a força que tem e que reverte em benefício para ela e para quem está em volta.

Veio seu casamento e minha filha foi dama. Puxa, fiquei feliz com o convite e o carinho que sempre teve com minha pequena. Mas, como a vida nos prega peças, passamos em um concurso que a colocou em um local diferente, eu permaneci no mesmo. Fiquei desamparada de repente... Até hoje tentamos trazê-la de volta, mas é difícil conseguir que seja liberada.

Agora ela vai ter seu primeiro bebê, que já era desejado há um bom tempo. Ontem fui ao chá de fralda e ela parecia uma criança de tão contente. Fiquei pensando como é bom ter esse tipo de amigo que a gente não vê com frequência, às vezes fica meses sem falar, mas quando encontra é sempre festa. Uma amizade assim, construída aos poucos, mas atada em laços tão pequeninos e tão numerosos que fica difícil desfazer...