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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Susto

Minha filha menor teve o tímpano esquerdo perfurado, fruto de uma otite média silenciosa. Dá para acreditar? Sem choro, dor desesperada, nada, apenas uma febrinha sem-vergonha. Ontem, no máximo, ela apontou para o ouvido (direito) e reclamou um pouquinho, e só.

Felizmente com acompanhamento semanal, antibiótico e corticóide são grandes as chances de recuperação sem cirurgia. Mas não pode entrar água.

Liguei para a fármácia para encomendar os medicamentos e ao fim a atendente recomendou:
- Senhora, estamos com uma promoção hoje para o Sundown FPS 30...
- Ah, minha filha, esquece, praia e piscina agora só pela TV!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

Fácil, extremamante fácil


Fiz o almoço hoje. Espaguete bem fininho com muito molho de tomate, grandes rodelas de cebola e ovos cozidos, tudo sob uma generosa camada de mussarela derretida. Ficou boooom... Simples de doer, mas as crianças adoraram. Ah, os adultos também... Difícil qualquer prato com queijo não ficar bom, não é?

Cazuza


Estou com a estranha sensação de que não consigo mais administrar minha vida. Parece que tudo fugiu ao meu controle. E esse é meu ponto fraco, calcanhar de Aquiles, whatever.

Alguns pequeninos problemas me tiram do sério, paciência é artigo raro entre minhas virtudes. Acho que finalmente estou deixando de ser filha para ser mãe. De duas. Ou três, incluindo o pai delas. Mas ainda me recuso terminantemente a inserir minha mãe nessa lista.

De vez em quando gosto de escapar. Uma voltinha no comércio perto de casa já me relaxa. Essa é a vantagem de se morar perto da muvuca, mas felizmente em uma rua tranquila, residencial. Você tem um pouco da paz e a confusão está lá, pertinho, ao alcance da mão. Passeio, olho as vitrines, compro uma coisinha ou outra, tomo um cafezinho e esvazio a cabeça.

Num desses momentos entrei na Eldorado, tinha que comprar dois presentes para meninas. Escolhi os livros que encantaram minha infância, como sempre. De repente meus olhos se fixaram em um exemplar de Cazuza, Viriato Corrêa. Nossa, que grata surpresa! Me vi com oito ou nove anos, fantasiando naquelas histórias de menino do interior do Maranhão, início do século vinte, talvez. Causos e coisas simples. Presente da minha avó...

Infelizmente, meu exemplar original se perdeu, e junto com ele a dedicatória carinhosa. Mas aquele comprei, reli, e guardo para ler com minhas filhas no tempo certo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Trás lado


Trancrevo a seguir parte de texto produzido por um engenheiro agrônomo; juro que eu li, o papel esteve na minha mão:

"A lixeira fica perto da cozinha, o que facilita o trás lado de baratas..."

Ai, que dor no meu coração marista...

Death, taxes and Murphy


Nada mais certo que death ad taxes. Pior que isso só a lei de Murphy, definitivamente imbatível.

Voltei a andar de ônibus, uso a tal linha Leblon-Maracanã, o famoso 464. O danado é daqueles que aparecem, com sorte, a cada 20 minutos. E com muita, muita sorte mesmo, ele até para no ponto. Fico assim, esperando e contando as linhas que passam por ali. Já cheguei a enumerar oito 434 antes que o meu se materializasse.

Pois vem, hoje eu mudei o itinerário, iria experimentar o 434. Adivinha quem apareceu assim que eu me postei calmamente no ponto? O 464! Nos minutos seguintes desfilaram por ali dois 238, três 410, dois 409, um 362 e um 497. O último da lista, obviamente, foi o meu eleito. Tudo bem, já estava atrasada mesmo, resolvi relaxar.

Desci onde tinha que descer, fiz o que tinha que fazer e segui para o trabalho. Começava a subir a ladeira que leva ao hospital e lá vinha um 464 descendo. Pensei que já podia estar lá em cima se tivesse vindo nele... Mal completei o pensamento e... Mais um! Que coisa! E como tudo que vem em dois vem em três, voilà! O terceiro cruzou meu caminho enquanto eu chegava ao alto.

Murphy hoje resolveu implicar comigo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Tão fácil


Eu tenho alguma ligação com a história do Antigo Egito. Hoje estive em uma exposição bem fraquinha sobre o tema no Shopping Iguatemi. Comecei a olhar para aquelas réplicas de sarcófagos, múmias, pequenos jarros para óleo e fiquei zonza. As imagens daqueles deuses com cabeça de pássaro ou de cão me remeteram a um respeitoso medo quase infantil, enquanto minha filha passeava tranquilamente por entre as fileiras de objetos. Se encantou particularmente por uma múmia bebê.
- Tadinho...
Engraçado como a morte soa como algo natural aos seus ouvidos. Bem, natural é, afinal esse caminho não se pode evitar. Mas ela não tem medo. Apenas aceita.
- Mãe, quando eu tiver a sua idade você vai ter a da vovó?
- Vou.
- E ela já vai ter morrido?
- Pode ser...
Fica pensativa por dois segundos:
- Vou sentir saudade dela! E depois, você vai morrer também?
- É, né...
- Vou sentir sua falta também!
- Acho melhor a gente chamegar bastante antes desse tempo chegar!
- Tá bom, mãe!
Me dá um abraço gostoso e sai cantarolando...

domingo, 26 de julho de 2009

Ressaca de carne

Amigos vieram hoje almoçar. Picanha no forno, batata frita, arroz quentinho, belisquetes. Cerveja, refri, criançada brincando. Tarde pra lá de legal, casa meio que arrumada, mas o cheiro da carne não me abandona, parece que está por todo canto. Acho que da próxima vez vou querer uma massinha...

domingo, 24 de maio de 2009

Amamento sim!


Começa assim, aos poucos. Um comentário aqui, uma recriminação ali, um olhar espantado acolá.

- Mas você ainda amamenta esse bebê cheio de dentes????

Amamento sim. Ninguém tem nada com isso. E vou fazê-lo até quando quiser.

Gente chaaaaaaata, cheia de teorias psicológicas. Me deixem em paz.:-P

Separação


A filha de minha prima passou o final de semana aqui em casa. Ontem peguei as três meninas e levei-as ao parquinho do clube, para que gastassem um pouco de energia. Confesso que o programa foi um tantinho furado; a mais velha adora futebol, e o parque é daqueles para crianças até oito anos, com brinquedos, areia, cheio de bebês e bolas proibidas. E a pequena, para minha surpresa, ficou o tempo todo no meu colo, se recusou terminantemente a colocar os pés na areia e balançava a cabeça negativamente cada vez que eu tentava mostrar a ela como é legal deixá-la escorrer por entre os dedos. Enfim, M. se divertiu bastante, adora brincar com areia, fica horas esquecida ali, fazendo bolos, montanhas, escondendo os pés.

Estava sentada observando as crianças quando uma moça e seu bebê se aproximaram. Começamos aquela típica conversa de mães de praça: hábitos dos pequenos, creche, idade... Ela me perguntou se as três eram minhas.

- Não, só as duas menores.

- Ah, eu também queria dois filhos, mas tudo muda de repente. Meu marido se separou de mim há duas semanas.

Fiz aquela cara de paisagem, de quem não sabe muito bem o que dizer diante de tal revelação vinda de uma desconhecida.

- Mas você está reagindo bem...

- Não estou não, tenho dormido a base de calmante, vou trabalhar e só choro quando chego em casa.

E daí continuou seu desabafo, contou como se conheceram pela internet (ainda acho isso muito esquisito), o casamento rápido apenas no civil, o bebê que veio logo a seguir, e o fim do casamento 1 ano e meio após seu nascimento. Deixei-a falar, demonstrava necessidade de dividir seu momento para exorcizar sua tristeza.

E até que o tempo passou rápido ali naquele banco do clube; apesar de relatar sofrimento, contava tudo com calma e até uma certa dose de humor. Ela estava mais tranquila porque o menino ainda não havia perguntado pelo pai, e este apenas após duas semanas ligou para saber do filho.

Mais tarde fiquei ponderando sobre a facilidade que os homens tem para se desligar de suas crias. A impressão é de que o vínculo que eles tem com os filhos é dependente do que tem com suas mães/mulheres. Uma vez que este se desfaz, esmaece o amor pelas crianças também.

Eu, hein. Depois dizem que mulher que é bicho esquisito.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Good morning

Essa é da série nada é por acaso.

Meu dia hoje está bastante tumultuado, cheio de tarefas. Me programei para acordar um pouco mais cedo e passar no laboratório para deixar material da minha caçula para exame. Só que para contrariar, eu e meu marido perdemos a hora, levantamos tarde, e foi aquela correria.

Mesmo assim levei o material, mas o laboratório estava lotaaaado, 34 pessoas na minha frente. Desisti de esperar, ia jogar o potinho fora e pedi um novo à moça, para recomeçar a coleta e entregar outro dia.

- Mas a senhora só vai entregar material? Tem fila separada, bem mais rápido.

De fato, fui atendida em menos de 10 minutos.

Fui pro carro pensando em como o atraso para acordar me poupou tempo, pois se tivesse chegado no horário que havia me programado, provavelmete teria esperado minha vez pacientemente e não ficaria sabendo da fila especial.

Hum... Começo de dia auspicioso, rs...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Deu mofo


Meu banheiro está com uma infiltração. E o mofo grassa pelo armário do meu quarto, a impressão que tenho é que todos os meus sapatos são verde. Bem, vem chegando o inverno, com ele as afecções respiratórias, etc.,etc.,etc, e agora tudo isso está me incomodando demais. É que acho que sou calma, e passei por uma fase em que tinha que criar uma escala de prioridades de preocupações. A infiltração ganhou sua vez.

E com tudo que eu tinha para resolver, tive que ficar com minha mãe no meu pé todo dia pedindo para eu ligar pra vizinha, ela tinha que fazer alguma coisa, isso ia fazer mal para as crianças, blábláblá, blábláblá... E porque ela mesma não pegava o telefone e ligava?

Enfim, depois de vários contatos, bombeiro pra cá, síndico pra lá, o proprietário do apartamento de cima autorizou o conserto. Sua advogada ligou hoje e marcou a visita do bombeiro para amanhã às 9.

- Algum problema?

- Eu trabalho de manhã, mas minha mãe e a empregada estarão em casa.

Desliguei o telefone e minha mãe logo reclamou:

- Sobrou pra mim...

???

- O que é mesmo que eu tenho que mostrar?

Sem comentários.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reavendo minha vida aos poucos


Consegui assistir a dois filmes no sábado, Juno e Jogo de Amor em Las Vegas. Gostei muito de Juno, filminho esquisito e agradável. Diálogos objetivos, nada de dramas, soluções infantilmente maduras. Já o segundo é puro entretenimento, cineminha pipoca. Eu gosto.

E ontem vi novamente Pequena Miss Sunshine, que eu adoro, tudo de mais improvável se junta e parece normal. Como toda família.

Ah, não posso deixar de mencionar o fim da noite: Os Incríveis, papai, mamãe e filhas, pipoca e suco de maracujá, luz apagada e som nas alturas.

Mas o melhor de tudo foi ter tempo pra mim, parar e me vidrar na telinha numa boa, sem interrupções. Puro prazer.

domingo, 26 de abril de 2009

Meninos


A neném estava mamando, um amiguinho da irmã de cada lado.

- Tia, tem leite aí?

- Tem.

- Ela gosta?

- Gosta.

- Mas vem de onde?

- O corpo das mães faz.

- Ah... Mas vem assim puro, sem açúcar, Toddy, Nescau?...

sábado, 25 de abril de 2009

Eu mereço?


Tive que brigar com meu marido após dois dias sonhando com ele.

O primeiro até relevei; neste ele me trocava pela Grazi Massafera, enquanto eu ficava perguntando: "mas e o Cauã?"

Mas o outro é a cara dele... Estávamos saindo para comprar um carro para mim, zero. Lá ia eu toda contente quando ele propôs:

"Vamos naquela loja ali, chegou um carrinho que é a sua cara..."

E eu segui toda crédula para dar de cara com um fusquinha branco todo empoeirado...

Acordou a base de cascudos, merecidamente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Missing


Há umas duas semanas perdi meu chaveiro. Dei à minha empregada para que ela abrisse a porta de serviço do andar e não vi mais. Disse ela ter me devolvido, mas essa lembrança simplesmente não existia na minha mente.

Bem todos na casa foram envolvidos na procura, até minha mãe em seu andador. Relutei em fazer cópia de tantas chaves, e fucei cada canto da casa.

Na última sexta desti e mandei fazer um novo molho pra mim. Mas fiquei com a sensação que bastaria isso para que o desaperecido desse o ar da graça.

E não deu outra. Ontem fui recebida pela minha filha com o sumido na mão.
- Mãe, olha o que eu achei! Estava na caixa do meu jogo de amarelinha.

Não preciso nem dizer quem botou lá, né? Uma certa pequena que anda com o costume de guardar tudo em qualquer lugar.

- Puxa, M., bem que você podia ter brincado de amarelinha antes...

domingo, 19 de abril de 2009

19 de abril


Mas agora ele só tem o dia 19 de abril...

Dia do índio. Com todo o meu respeito a cultura indígena, não pude deixar de me espantar com matéria da Folha Online que transcrevo em parte a seguir. Trata do julgamento do senhor administrador da Funai em Manaus, que apoia índios ianomâmis que tentam retirar do hospital uma criança de 1 ano e 6 meses com hidrocefalia, pneumonia e tuberculose.

Em nota à imprensa, o administrador da Funai em Manaus, Edgar Fernandes Rodrigues, afirma que em uma maloca ianomâmi as atividades domésticas competem à mulher e que, se ela gerar um filho deficiente, é permitido o infanticídio.
"Gerar um filho defeituoso, que não terá serventia [...], é um grave 'pecado', pois este não poderá cumprir o 'seu destino ancestral", diz a nota.
Rodrigues afirma que a"Funai respeita e acata a decisão da mãe da criança ianomâmi de interromper o tratamento médico de sua filha e levá-la para maloca. Perderemos uma vida, sim, mas temos a certeza de que outra será gerada."

Como assim, perderemos uma vida e tudo bem? Tudo bem se permitir o infanticídio? Senhor Edgar, se a menina fosse sua filha, o senhor concordaria com essa sandice?

Felizmente a Vara da Infância e da Adolescência de Manaus decidiu por manter a menina internada. Uma decisão pela vida.

Uau...


Dia para entrar para a história. Fiz meu primeiro arroz sem queimar, salgar ou empapar. Amazing.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O que não tem solução...


Dois feriados semana que vem. Pela primeira vez estou com uma certa vergonha da situação. Tenho até muita simpatia por São Jorge (salve, Jorge!), mas se o município, estado ou o país parar em todo dia santo não se trabalhará mais no Brasil.

O pior é que semana que vem acontecerá a tentativa de recertificação do instituto em que trabalho, e a comissão internacional não está nem aí para as pegadinhas do nosso calendário. Conclusão: avaliações e visitas normais de segunda a sexta, eu sem poder comparecer na terça e na quinta por não ter quem fique com minha mãe e as crianças. Meleca de sentimento de culpa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cheiro de ontem


Morei a vida toda no coração comercial da Tijuca. Me acostumei a dormir ao som de carros passando, buzinas, burburinho de pessoas indo e vindo o dia todo, apito de guardas de trânsito.

Há dois anos me mudei para uma rua tranquila a dois quarteirões do endereço anterior. É bem perto do movimento, mas por ser uma rua apenas residencial, tem característics próprias.

Agora a pouco estava na janela chamando minha filha mais velha, qua brincava com a amiguinha no andar de baixo. Vi parado ao portão o padeiro que passa de bicicleta por aqui diariamente, buzinando pela manhã, a tarde e a noite. De vez em quando pensava em pará-lo e provar um bolo ou pão doce, mas até hoje ainda não havia feito isso.

Quando a menina subiu me pediu pão com queijo. Ultimamente não temos comprado pão francês, então corri para a janela para ver se o menino ainda estava lá.
- Você pode subir e me trazer quatro pãezinhos?
- Cinco!
O pedido de mais um foi da minha filha, sempre querendo dar a palavra final.
- Pode ser cinco, moça?
- Pode...
- E a senhora não quer um bolo de abacaxi?
Vi que era o último do cesto.
- Tá bom.

Quando o rapaz se despediu, oferecendo pão fresquinho quando eu quisesse, fiquei com uma agradável sensação no peito de velhos tempos; negociação pela janela de casa, criança brincando na vizinha... Agora só falta deixarem a garrafa de leite na porta amanhã de manhã!

sábado, 4 de abril de 2009

Eita, que tô besta!


Oba, oba, oba, consegui mexer no html e alterar a configuração do cbox e da Mika! Bem que a Pat falou que faz sentido. Mas eu havia salvo um modelo do blog, só de garantia...