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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A cigarra e a formiga?


Cigarra de novo. Já cogitei mudar o nome do blog para "As filhas da Cacau", mas "Os insetos me perseguem" também é uma possibilidade.

Desta vez ela entrou pela janela atrás de mim, enquanto estava ao computador. Saí correndo com a pequena para o quarto da minha mãe, deixei-a ali e fui resgatar a mais velha, que gritava. Fechei a porta e voltei, corajosa, para achá-la placidamente pousada na cortina. Sentei na cama sem tirar os olhos dela e liguei para meu marido para pedir instruções de combate ao mega-inseto. Felizmente ele já estava chegando em casa, entrou no quarto com um pano na mão para levar a danada embora. Fiquei esperando o fim da operação com o restante da mulherada intrépida.

Logo em seguida super-papai entra no quarto, missão cumprida. A mais velha pergunta:
- Papai, você tirou a cigarra de lá?
- Não, deixei no seu quarto, conversando com a formiga...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Bee story

Já que hoje é dia de inseto, lá vai a última.

Tenho dado banho na caçula no tanque, é mais prático, rápido e fresquinho. Mas hoje descobri também que pode ser muito perigoso.

A neném já estava embaixo d'água, quando senti uma cosquinha na perna. Nessas horas dá um medo de olhar... Mas tive que ser forte e virei o canto do olho, com cuidado, e lá estava uma abelha me rondando! Meu ímpeto foi sair correndo (também não gosto de abelhas!), mas consegui me conter. Logo ao alcance das mãos estava um pano de chão, e num lance de puro reflexo, joguei-o em cima do bicho.

Acabei o banho rapidinho,cabreira, um olho na criança, outro no pano. Também não tive coragem de tirá-lo de lá depois para ver se a danada continuava ali...

E para completar...

Nova gritaria vinda da cozinha. Estava no meu notebook, as crianças ao alcance da vista, resolvi não sair do lugar. Já tinha idéia do que poderia ser. Logo minha mãe aparece na porta do quarto:

- Tem uma barata enooorme na cozinha!!!

Ih, coitada, tava lanchando com minha tia. O que fazer? No outro prédio ela sempre chamava o porteiro, mas nesse não temos. Por via das dúvidas, juntei as meninas e fiquei aguardando os acontecimentos, pronta para correr a qualquer momento. Odeio barata.

Para meu espanto, mamãe tomou coragem, pegou o inseticida e atacou bravamente a intrusa, de tal forma que a cozinha está intransitável, puro cheiro de veneno espalhado. Conclusão: a barata está lá, embaixo da mesa, estrebuchando com as perninhas para cima, sem que ninguém se anime a chegar perto; e minha mãe no quarto, com dor no peito...

P.S.: Me recuso a colocar uma imgem de barata aqui! Vai inseticida mesmo, e olhe lá...

Mais uma de inseto

Minha filha é mesmo muito medrosa, temo que se inspire um pouco na avó. Tento minimizar um pouco, mas é um tanto difícil. Ainda mais com o festival de insetos da minha casa...

Estava no final da gestação, barriga grande, cansada e sem poder pegar peso. Certo dia, enquanto falava ao telefone, ouvi uma gritaria vinda do quarto de minha mãe, onde ela estava com a irmã, cada uma com sua neta. Fui ver o que acontecia, e me deparei com minha filha apavorada na cama, berrando, enquanto as avós e a prima, mais corajosa, olhavam sem reação uma cigarra enorme voar em círculos pelo quarto. Não pensei duas vezes, peguei a menina no colo e saí correndo do lugar, esquecendo o barrigão.

A bichinha se refugiou embaixo do edredom, tremendo, e dali só saiu para vomitar na cama. Lá fui eu, colocá-la no chuveiro, lavei seus cabelos e depois troquei os lençóis. Limpinha, se deitou e acabou dormindo, gemendo, uma ponta de febre.

Quando meu marido chegou, contei o ocorrido, e ele foi tentar achar a causadora de tanta confusão, desaparecida; e a menina ainda mole, na cama. Parece brincadeira, mas foi só o pai encontrar a bendita cigarra e jogá-la pela janela sob às vistas da pequena que ela se transformou, voltou a saltitar pela casa, sem febre, tagarelando sobre a esperteza do pai.

Espero que isso seja coisa de criança, que ela cresça livre desse medo todo... Temo que papai e mamãe não estejam sempre por perto. E além de tudo, no fim da história, ganhei uma dor na base da barriga, pelo esforço, que me acompanhou até a caçula nascer...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Operação mega percevejo

Estava distraidamente admirando a blusa que ganhei de amigo oculto, pensando que poderia dar uma igual para minha prima de aniversário, e...
- Aaaaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!
Minha mãe chega esbaforida ao seu quarto, onde eu estava:
- O que foi????
- Um baita percevejo na minha blusa!!!!!!
Era de fato um daqueles feiosos, grande, cascudo.
- Cadê?
- Larguei aqui, no seu quarto...
- Porque no meu quarto??
Minha mãe tem verdadeiro pavor a qualquer inseto que seja maior que uma formiga.
- Era onde eu estava, ora!

Bem, e agora, o que fazer? Não ia despejar o tubo de veneno em cima da minha blusa novinha. Reuni toda a coragem do meu ser e peguei uma folha de papel. Coloquei-a na direção do cascudo, esperei que ficasse bem no meio e corri com ele para o vaso sanitário. O vi desaparecer esgoto abaixo me perguntando qual será sua função na cadeia alimentar...

sábado, 15 de novembro de 2008

A invasão dos insetos


Moro no segundo andar, e na frente do meu apartamento há duas árvores lindas, que eu adooooro! Em frente ao meu quarto fica a preferida, minha primeira visão de manhã...

Mas nem tudo são flores... Por conta disso temos que conviver com toda sorte de insetos, grandes, pequenos, comuns, esquisitos. Tem um em especial que é nojentinho, não tenho certeza do que é, minha mãe diz que é percevejo. O danado põe uns ovinhos pequeninos, grudadinhos, parecendo um cacho de uvas minúsculo. Eles vão mudando de cor conforme amadurecem, mas nunca tinha visto o nascimento, pois minha mãe é uma autêntica exterminadora desses ovinhos.

Hoje pela manhã fui abrir o janelão da varanda, quando minha filha grita:
- Mãe, não abre!
- Porquê?
- Os bichinhos vão entrar em casa...

Ai, que medo de olhar... Mas não teve jeito; e lá estavam eles, nem sei quantos, do lado de fora do vidro, pretinhos, achatados, umas seis patinhas cada um, alinhados tal e qual um enxame de naves espaciais alienígenas prontas para atacar a terra (essa comparação serve para ilustrar meu pavor).
- Mããããããããããããe!!!!!!

Morar com a mãe tem suas vantagens! Lá veio ela com uma vassoura e um bocado de papel toalha. Protegida pelo cabo comprido que me deixava a uns 2 metros dos invasores (junto com meu braço esticado, é claro), desferi certeiros golpes de vassoura neles, direcionada pela minha mãe. É, me conformei em ficar com essa incumbência porque tenho braços maiores. Mas preferia ter ficado na direção.

Acho que conseguimos botar todos pra fora, e ainda aproveitei para detonar alguns cachos de ovinhos. Agora também vou virar exterminadora, eles que vão soltar seu mau cheiro em outro lugar.

As fotos não são nojentas?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mariposa dedo-duro

Um pouco antes da minha filha caçula nascer a escala de trabalho ficou apertada, falta de pessoal. Um determinado dia estava sozinha no plantão com uma colega que a tarde iria para o ambulatório, me deixando com todas as enfermarias até a colega da tarde chegar. Até daria para eu ficar, mas como ela estava um tanto enrolada com a rotina e também com pena de deixar a barriguda solitária, resolveu "cabular" o ambulatório e ficar comigo nas clínicas.
- Posso ligar para a secretária e dizer que não vou porque você está passando mal e vai embora?
- Tá bom...
Ela liga, então, para desmarcar:
- Olha, é que a minha amiga não está bem e eu não posso sair daqui. Ela até já chamou um táxi e o marido vem buscá-la.
???????
- Ela vai com quem chegar primeiro!
Ai...

Na verdade ela teria que atender um único menino, que pouco depois a secretária retorna a ligação para dizer que a avó estava lá querendo saber quando poderia vir de novo.
- Ah, pode marcar pra data mais próxima. Faz o seguinte, manda eles virem aqui que a agenda está comigo e eu mesma marco.
Mas ao desligar ela lembra e me pede:
- Ih, eu disse que você não estava bem, senta e finge que está enjoada...

Eu já estava passando um batonzinho pra sentar com cara de enjôo quando o paciente e a avó chegam, rapidinho, e me pegam com a cara mais saudável do mundo.
- Podem entrar, minha amiga já está se arrumando pra ir embora!
Deixa para eu ir andando de mansinho em direção à poltrona, carinha de doente.

Mas eis que enquanto estava eu lá, meio que deitada, cabeça desabada sobre o ombro, entra uma mariposa pela janela e pousa bem na minha barriga...
- AAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIII!!!!!!!!!!
Dei um pulo digno de largada para os 100 metros rasos e fui me esconder atrás da colega, ela e a avó espantadas diante da performance de uma mulher com uma barriga daquele tamanho.
- Ahn... Mariposa danada, foi pousar bem na minha barriga... Acho que até dei uma melhorada...
Moral da história: a mentira tem perna curta e a mariposa é uma dedo-duro!