domingo, 18 de dezembro de 2011

Time Goes By...

Passei um tempo ausente, um longo tempo. Parece que é outra pessoa que escreve agora, não mais aquela que passeou aqui pela útima vez em 2010.
Foram tantas mudanças nesse intervalo, acontecimentos...
Hoje fui acordada por uma lembrança: vinte e cinco anos de formatura no colégio.
Foi quase uma pedrada, um balde de água morna no coração. Saudade é uma coisa, saudosismo é outra. Lembrar o passado nos fortalece para o presente, viver nele é estagnação.
Viva a juventude Marista! Ainda me sinto parte desse grupo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Susto

Minha filha menor teve o tímpano esquerdo perfurado, fruto de uma otite média silenciosa. Dá para acreditar? Sem choro, dor desesperada, nada, apenas uma febrinha sem-vergonha. Ontem, no máximo, ela apontou para o ouvido (direito) e reclamou um pouquinho, e só.

Felizmente com acompanhamento semanal, antibiótico e corticóide são grandes as chances de recuperação sem cirurgia. Mas não pode entrar água.

Liguei para a fármácia para encomendar os medicamentos e ao fim a atendente recomendou:
- Senhora, estamos com uma promoção hoje para o Sundown FPS 30...
- Ah, minha filha, esquece, praia e piscina agora só pela TV!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Explicação

Comecei o post anterior em 30 de dezembro, mas fui interrompida e só retomei hoje. Na verdade, não mexi mais em nada, só publiquei. Incompleto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Incompleto

Esse ano foi misturado, complicado, trabalhoso. Fico meio triste de ter deixado minhas "escrivinhações" um tantinho de lado, mas não teve outro jeito. Penso que esse pode ser um projeto de ano novo, retomar o repartir de ideias e fatos com minhas três leitoras assíduas!
Mas vou fazer diferente, desta vez, nada de projetos a longo prazo. Vou pensar no hoje Viver o dia, saborear o agora, rir das bobagens que liberam endorfinas. Sorriso de bebê, nesta categoria, é hours-concours, e eu tenho a sorte de ter uma coisinha pequena aprontando 24 horas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Fácil, extremamante fácil


Fiz o almoço hoje. Espaguete bem fininho com muito molho de tomate, grandes rodelas de cebola e ovos cozidos, tudo sob uma generosa camada de mussarela derretida. Ficou boooom... Simples de doer, mas as crianças adoraram. Ah, os adultos também... Difícil qualquer prato com queijo não ficar bom, não é?

Cazuza


Estou com a estranha sensação de que não consigo mais administrar minha vida. Parece que tudo fugiu ao meu controle. E esse é meu ponto fraco, calcanhar de Aquiles, whatever.

Alguns pequeninos problemas me tiram do sério, paciência é artigo raro entre minhas virtudes. Acho que finalmente estou deixando de ser filha para ser mãe. De duas. Ou três, incluindo o pai delas. Mas ainda me recuso terminantemente a inserir minha mãe nessa lista.

De vez em quando gosto de escapar. Uma voltinha no comércio perto de casa já me relaxa. Essa é a vantagem de se morar perto da muvuca, mas felizmente em uma rua tranquila, residencial. Você tem um pouco da paz e a confusão está lá, pertinho, ao alcance da mão. Passeio, olho as vitrines, compro uma coisinha ou outra, tomo um cafezinho e esvazio a cabeça.

Num desses momentos entrei na Eldorado, tinha que comprar dois presentes para meninas. Escolhi os livros que encantaram minha infância, como sempre. De repente meus olhos se fixaram em um exemplar de Cazuza, Viriato Corrêa. Nossa, que grata surpresa! Me vi com oito ou nove anos, fantasiando naquelas histórias de menino do interior do Maranhão, início do século vinte, talvez. Causos e coisas simples. Presente da minha avó...

Infelizmente, meu exemplar original se perdeu, e junto com ele a dedicatória carinhosa. Mas aquele comprei, reli, e guardo para ler com minhas filhas no tempo certo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Trás lado


Trancrevo a seguir parte de texto produzido por um engenheiro agrônomo; juro que eu li, o papel esteve na minha mão:

"A lixeira fica perto da cozinha, o que facilita o trás lado de baratas..."

Ai, que dor no meu coração marista...

Death, taxes and Murphy


Nada mais certo que death ad taxes. Pior que isso só a lei de Murphy, definitivamente imbatível.

Voltei a andar de ônibus, uso a tal linha Leblon-Maracanã, o famoso 464. O danado é daqueles que aparecem, com sorte, a cada 20 minutos. E com muita, muita sorte mesmo, ele até para no ponto. Fico assim, esperando e contando as linhas que passam por ali. Já cheguei a enumerar oito 434 antes que o meu se materializasse.

Pois vem, hoje eu mudei o itinerário, iria experimentar o 434. Adivinha quem apareceu assim que eu me postei calmamente no ponto? O 464! Nos minutos seguintes desfilaram por ali dois 238, três 410, dois 409, um 362 e um 497. O último da lista, obviamente, foi o meu eleito. Tudo bem, já estava atrasada mesmo, resolvi relaxar.

Desci onde tinha que descer, fiz o que tinha que fazer e segui para o trabalho. Começava a subir a ladeira que leva ao hospital e lá vinha um 464 descendo. Pensei que já podia estar lá em cima se tivesse vindo nele... Mal completei o pensamento e... Mais um! Que coisa! E como tudo que vem em dois vem em três, voilà! O terceiro cruzou meu caminho enquanto eu chegava ao alto.

Murphy hoje resolveu implicar comigo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Tão fácil


Eu tenho alguma ligação com a história do Antigo Egito. Hoje estive em uma exposição bem fraquinha sobre o tema no Shopping Iguatemi. Comecei a olhar para aquelas réplicas de sarcófagos, múmias, pequenos jarros para óleo e fiquei zonza. As imagens daqueles deuses com cabeça de pássaro ou de cão me remeteram a um respeitoso medo quase infantil, enquanto minha filha passeava tranquilamente por entre as fileiras de objetos. Se encantou particularmente por uma múmia bebê.
- Tadinho...
Engraçado como a morte soa como algo natural aos seus ouvidos. Bem, natural é, afinal esse caminho não se pode evitar. Mas ela não tem medo. Apenas aceita.
- Mãe, quando eu tiver a sua idade você vai ter a da vovó?
- Vou.
- E ela já vai ter morrido?
- Pode ser...
Fica pensativa por dois segundos:
- Vou sentir saudade dela! E depois, você vai morrer também?
- É, né...
- Vou sentir sua falta também!
- Acho melhor a gente chamegar bastante antes desse tempo chegar!
- Tá bom, mãe!
Me dá um abraço gostoso e sai cantarolando...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Imaginação?

- Filha, quando você for rezar, pede pro L. ficar bom logo. Papai do Céu escuta muito as crianças.

- Eu sei, mãe. Quando eu estava no céu, antes de ir pra sua barriga, os pedidos pra Papai do Céu chegavam em cartinhas invisíveis.

Amazing...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Gravidade

Mãe é um bicho tendencioso. A gente sempre acha que nossos filhos são o máximo. E são mesmo ! (Eu não fujo à regra...) Prestem atenção ao diálogo que se segue:

- Mãe, porque a água cai assim tão rápido no copo quando a gente vira a garrafa?

A menina de 5 anos faz a pergunta enquanto executa a ação mencionada.

- É a lei da gravidade...

Falei e me arrependi na hora. Eu e minha mania de simplificar tudo. Já estava me preparando para falar da tal maçã que caiu da árvore enquanto ela, fisionomia pensativa, chegava às suas próprias conclusões:

- Quer dizer que se não fosse a gravidade a gente ia ficar flutuando?

Confesso que fiquei sem resposta. De fato as crianças de hoje recebem uma gama de informações e numa velocidade que superam e muito a minha geração, mas me impressionou o fato de que ela não apenas reproduziu uma mensagem memorizada, mas extrapolou o parco conteúdo da minha resposta evasiva com uma conclusão bem madura para sua pouca idade.

Nota dez para ela, zero para mim.

domingo, 26 de julho de 2009

Ressaca de carne

Amigos vieram hoje almoçar. Picanha no forno, batata frita, arroz quentinho, belisquetes. Cerveja, refri, criançada brincando. Tarde pra lá de legal, casa meio que arrumada, mas o cheiro da carne não me abandona, parece que está por todo canto. Acho que da próxima vez vou querer uma massinha...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hey, girls!

Pra não dizer que não falei em coincidências: parece que duas das minhas três leitoras assíduas (rs...) que também são blogueiras estão tão assoberbadas quanto eu, e certamente um tantinho e tristemente sumidas, aparecendo de vez em quando.

Meninas, precisamos retomar força total!!! Estou com saudades!!!

Nebulização

- Filha, vai lá no quarto ver se a sua irmã já acabou a nebulização!

Ela vai e volta rapidinho:

- Não acabou não, mãe!

Pequena pausa:

- E olha que eu nem sei o que é nebulização!

Hiato

Reencontros são tudo de bom. Ainda mais quando acontecem na hora em que achávamos que não seriam possíveis.

Falo daquele reencontro após um afastamento de vidas, pensamentos, falhas de comunicação, interpretações erradas, ruído na mensagem.

Tipo de coisa que deixa um hiato na alma da gente. Parece que fechamos o olho e ao abrir se passou um dia, um ano, tantas coisas pequenas... Mas um sorriso de peito aberto, um abraço de uma alma para a outra fazem esses trezentos, quatrocentos ou sei lá quantos dias sumirem como pó.

Que bom que passou. Feridas cicatrizadas, bobagens esquecidas, falhas perdoadas e tenho de volta uma parte de mim que esteve ausente. Bom para aprender que de tudo isso o que importa mesmo é a amizade.

E amigo é que nem sutiã: perto do coração e sempre ali para apoiar!

sábado, 11 de julho de 2009

Infância distante


- Filha, qual vai ser a música da festa junina da escola?

- Não lembro...

- Ué, e a do ano passado?

- Ah, essa eu sei!

- Como você esquece a que está ensaiando todos os dias e lembra da antiga?

- É que eu lembro das coisas da minha infância!

A máquina


Há umas três semanas fui a uma festa anos 70. Em um post anterior contei sobre a saga de achar fantasias.Enfim, foi muito legal, me diverti bastante. Mas hoje vou contar o que se passou a seguir.

Levei a máquina fotográfica, há muito esquecida. As fotos ficaram bem legais, as caracterizações estavam ótimas, e consegui lindas poses das crianças.

No dia seguinte pela manhã meu marido perguntou pela câmera.

- Está na parte de trás do carrinho da K., na bolsinha.

- Não está não, já olhei!

E de fato não estava... Depois de procurar por todo o carrinho, em casa e na mala do carro concluímos que ela devia ter caído da bolsinha na véspera. Puxa, as fotos estavam tão boas...

Resolvi ligar para a casa de festas, alguém poderia ter achado.

- Agora não tem ninguém da gerência, liga mais tarde.

Mocinha antipática... Liguei novamente no horário recomendado, outra moça de má vontade.

- Está começando uma festa agora, não posso falar.

- Tudo bem. Não estou interessada em fazer festa, também não há interesse em me atender direito...

Desanimei mas fiz promessa pra São Longuinho, just in case. Lá pela hora do almoço a segunda moça antipática me liga:

- Olha, acharam sua máquina, mas vem logo buscar que só vão devolver pro dono!

Que sorte! Liguei correndo pro meu marido ir buscar. Fiquei pensando que aquela coisa de devolver pro dono deveria ser brincadeira, será que teriam visto as fotos e gostado de algum dos "hippies"?

Pouco depois a menina liga de novo:

- Olha, seu marido vai demorar? A máquina foi achada na rua, a pessoa que encontrou está querendo ir embora.

Ah, tá... Deve ter caído na hora que o carrinho foi colocado na mala. Liguei pro meu marido e pedi para ele correr e dar R$50,00 para o rapaz que achou, entendi que era algum mendigo. E de fato já havia prometido dar essa quantia a alguém que precisasse caso a câmera aparecesse.

Mais algns minutos, nova chamada:

- Aqui é o perna-de-pau da casa de festas, é que o rapaz foi embora com sua máquina...

História mais sui generis. Nesse momento minha vontade foi de chorar, encontrei e perdi a danada em menos de meia hora. E na verdade o que aconteceu foi o seguinte: o tal perna-de-pau (e miolo-mole, como ficará provado a seguir) viu a máquina embaixo de um carro do outro lado da rua, mas do alto de suas pernas de pau (dá até vontade de rir...) não teve outra alternativa senão pedir a um rapaz que estacionava que a pegasse para ele. Assim foi feito, ele pegou a dita cuja, a levou para a gerente, todos viram minhas fotos, e tudo caminhava para um desfecho favorável. Só que o tal do "apanhador" continuou lá na porta perturbando o pernadepaumiolomole, que se viu compelido a voltar à gerência, pegar minha maquininha e devolvê-la ao infeliz, que só queria devolver AO DONO.

Inacreditável, né? Mas a história não termina aqui. O pernadepaunãotãomiolomoleassim devia ter ainda algumas lamparinas de seu juízo acesas e anotou a placa do carro, que ainda por cima era de uma empresa dessas terceirizadas que prestam serviço a uma determinada TV a cabo. Sendo assim, ficamos de posse também do telefone da empresa e do número do carro.

Para terminar: meu marido até conseguiu entrar em contato com o tal cara - ou ladrão, como queiram - há umas duas semanas através da empresa, e ele ficou de devolver a câmera sem garantia de que as imagens estariam preservadas , mas até agora nada. Seu celular passou a ficar fora de área ou chama e não atende.

Fico sem entender como alguém, aparentemente um trabalhador, fica bem em posse de algo que não lhe pertence, depois de ter se comunicado com o dono do objeto. E a câmera é daquelas antigas, poucos recursos, valor material quase nada. Queria mesmo minhas imagens...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mesquita

Nossa! Ando sem tempo... Passei por aqui para dar uma pincelada em um assunto que gosto: coincidências.
Meu marido estava me levando para o trabalho ontem pela manhã enquanto falávamos com uma amiga ao celular. Ela dizia:
- Estou a caminho de Mesquita...
- Ih, nem sei onde fica... Mas eu estou na rua Barão de Mesquita! Rs...
E estava mesmo passando por ali.
Chegando ao meu destino meu marido pediu, como sempre, que eu lhe comprasse o desjejum na lanchonete da esquina. Quando voltei com a encomenda, ele estava rindo sozinho:
- Olha a placa daquele carro ali!
Adivinham de que cidade era? Isso aí, Mesquita...
Sempre acho que meus dias serão auspiciosos quando começam com essas pequenas coincidências. E este foi bom mesmo.

domingo, 24 de maio de 2009

Inconsciente

Engraçado. Bati os olhos no título de um post anterior, "separação". A palavra deve estar na minha cabeça por conta da ida da pequena para a creche antes do que eu havia planejado.

Acho que sou muito metódica, e quebras no que eu cuidadosamente planejo me deixam um tanto estressada. Queria que ela ficasse um pouco mais em casa, deixar seu sistema imunológico mais preparado para todas as bactérias novas que outras crianças irão apresentá-la. Mas não deu.

E lá vem uma separação... Minha filha, naturalmente simpática, choramingou em todos os lugares que visitamos. Ficou no meu colo, cabeça apoiada em meu ombro. Não quis descer ou ir com outras pessoas. Bebês são mesmo muito espertos.

A adaptação começa amanhã. Meu coração está um pouco mais doído do que com a mais velha, que foi para a creche menorzinha, mas eu já sabia que seria assim desde antes que nascesse.
Mas vai dar tudo certo.

Amamento sim!


Começa assim, aos poucos. Um comentário aqui, uma recriminação ali, um olhar espantado acolá.

- Mas você ainda amamenta esse bebê cheio de dentes????

Amamento sim. Ninguém tem nada com isso. E vou fazê-lo até quando quiser.

Gente chaaaaaaata, cheia de teorias psicológicas. Me deixem em paz.:-P