quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Nuvens sobre o céu fluminense

Esse tempo está mesmo muito esquisito. Ontem tivemos um lindo dia de sol, calor de rachar. Minha filha foi feliz para a natação, em dias assim deixo que ela aproveite um pouquinho da piscina do clube em banho livre.

Mas hoje... Que dia mais feio! Nublado, friozinho, cara de chuva a qualquer momento. Adriana Calcanhoto está pra lá de certa: carioca não gosta de dia nublado!

Ah, não posso deixar de comentar: que raiva do prefeito eleito! Já começou a angariar a antipatia do servidor público municipal. Tô tão brava com uma de suas medidas anunciadas que meu cérebro bloqueou o nome dele, nunca sei se é Fernando Paes, Eduardo Maia, Fernando Maia... Pra mim ele está de quarentena, sob observação, pois uma de suas promessas de campanha era manter os benefícios concedidos ao funcionalismo na atual administração. Ai, ai, ai, coisa feia!!!

Criança de leão

Não sou o tipo de pessoa que se interessa por ler seu horóscopo diariamente. Mas acho muito interessante essa coisa de perfil astrológico, mapas direcionados a um determinado signo ou indivíduo mesmo, esse mais detalhado.

Ontem uma amiga (querida lilly) me enviou uma descrição da criança de leão. Coincidentemente, temos filhas que nasceram sob esse signo, no mesmo dia, mês e ano. Nossa... Parecia que alguém que conhecia a minha havia escrito uma descrição sobre ela. Me chamou a atenção sobretudo o que diz respeito ao melodrama, pois ela tem desde bem miudinha uma tendência ao drama e ao exagero.

Lembro dela ter uns dois anos e estar em seu quarto. De repente a escuto, num tom desesperado:
- Oh, não! Meu Deus, e agora, o que eu posso fazer?
Saí correndo para ver o acontecido e lá estava ela, desolada, com o braço da boneca solto em sua mão. Tudo bem, pra ela havia acontecido uma amputação, mas não era nada que não pudesse se resolver com um simples encaixe...

Assim que tiver um tempinho vou entrar no site que a lilly me indicou para pesquisar a criança de aquário, para ver o que me reserva a caçula...

Alívio

Finalmente minha pequena já tem diagnóstico: infecção urinária. Não é a melhor coisa do mundo, mas pelo menos já sei o que ela tem e está sendo medicada. Logo, logo o antibiótico vai acabar com essas bactérias inconvenientes...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Natal

- Mãe, eu sei o que é o Natal, não é só receber. É dar!
Gostei! Muito bom para minha filhinha de 5 anos!

Com a boca na botija

Acho que já disse aqui que meu marido é um bagunceiro. E eu sou a organizada compulsiva. Gosto das coisas arrumadas, tudo no seu lugar. Como o que é dele nunca tem lugar certo, acabo inventando algum. Ontem ele estava uma fera:
- Cadê os papéis que deixei na mesa?
- Que papéis?
- Deixei uns papéis dobrados e uns comprovantes de cartão de crédito em cima da mesa e sumiram!
- Ontem?
- Há umas duas semanas...

Isso é típico. Ele faz anotações de trabalho em qualquer papel, que fica amassadinho um tempo na carteira e depois larga por aí. E eu, implicitamente, estava sendo culpada pelo sumiço.
- Juro que não mexi!
- Mas você tem mania de guardar tudo!

Isso aconteceu na madrugada de segunda-feira. Ele arrumava as gavetas compulsivamente enquanto eu cuidava da pequena, com febre alta. Ele resolveu parar, preocupado com a menina, e se acalmou enquanto me ajudava a dar um banho nela.

Minutos depois, pai adormece com a filha de bruços sobre sua barriga. Resolvo procurar também. Sinceramente não lembrava de ter visto os papéis, mas dada minha fama, resolvi ajudar. Mas nada...

No dia seguinte ele acorda mais tranquilo, eu secretamente inconformada de não ter encontrado nada. Fico pensando em locais não verificados.

Voltando pra casa mais cedo para levar a neném ao pediatra, lembro de umas revistas jogadas no lixo no domingo. Hum... Poderiam estar lá dentro de uma delas... Resolvo dar uma olhada na lixeira, mesmo morrendo de nojo. Nâo seria tão difícil, meu prédio só tem oito apartamentos e nós usamos sacos de lixo, os outros usam sacolas de supermercado.

E lá estava eu, no meio do lixo, procurando entre caixas de leite vazias e fraldas sujas, quando finalmente, encontro as tais revistas ! Puxo com cuidado e...
- O que você está fazendo aí?
Oh,oh, voz conhecida...
- Ahn... Achei que os papéis poderiam estar no meio dessas revistas que joguei fora ontem...
Dei uma folheada, sem graça, para descobrir que não tinha nada ali.
- Tudo bem gatinha. Já achei parte da informação que eu perdi. Vamos subir, sai daí.

Subi, desapontada por não ter achado, aliviada por ter aparecido outra solução. Mas não descanso enquanto não encontrar os danados!

Cavalo na boate?

Essa menina tem o riso nos olhos, isso eu já sabia. Mas por trás de uma aparência acadêmica compenetrada, se esconde um humor por vezes inocente e atrapalhado... Senão, vejamos: roda de amigos conversando sobre essas boates, tipo clube de mulheres; cada um dá uma opinião, faz um coméntário, as histórias se misturam quando diferentes experiências são trocadas. Aí se faz a confusão... Do que se lembra mais tarde, comenta com a mãe:
- Sabia que nessas boates eles levam cavalos e éguas para cruzarem na frente das pessoas? É para que elas fiquem estimuladas...
- É, filha? Essas coisas acontecem...

Corte na cena. Mesa do café da manhã no refeitório, com colegas:
- Pois é, contei pra minha mãe do cavalo e da égua na boate...
Espanto geral:
- Que boate é essa, nega?
- É, colocam os animais para animar as pessoas!
- Isso é nas fazendas! Os animais são levados a cruzar para estimular que os outros façam o mesmo! Na boate é só a rapaziada dançando...
- Ah, tá... Acho que embolei o meio de campo...

E os olhos riem da prórpia confusão...

Tagarela

Menina passeando com o pai no Shopping:
- Pai, você tem um real? Preciso de um real para ganhar uma bolinha bonitiiinha naquela máquina da loja de brinquedos. E sabe o que a mamãe disse? Que vai contar minhas moedas para eu comprar uma bolinha para cada um dos meus amigos!
- Ih, a mamãe vai ter que contar muita moeda...
- É. Eu tenho muitos amigos. Sabia, pai? E eu tenho que comprar um sapato novo porque amanhã eu vou dar uma festa. Compra pra mim?
- Esse negócio de compras é com a sua mãe.
É verdade, passeio no Shopping, tudo bem, mas fazer comprinhas já é demais pro papai.
- Ah, paiêêê... Vou dar uma festa chique, preciso do sapato... Tô cansada de andar, me leva na corcunda?
E lá vão eles assim, escada rolante abaixo, ela sem parar de tagarelar. Um senhor que estava no degrau próximo, comenta:
- Ela fala um bocado...
Deixa para a menina se calar e ficar cabreira. É leonina, mas não é sempre que gosta de ser o centro das atenções, principalmente com estranhos. Fica assim, alguns longos segundos quieta, e ao chegar ao andar de baixo, desabafa:
- Viu, pai? Esqueci o que eu estava falndo! Agora vou ter que começar tudo de novo...