
Assisti ao filme "A Outra" por acaso, parei nele enquanto zapeava. A história versa sobre o já batido tema "Henrique VIII e suas mulheres" mas sob um novo ponto de vista. Eu nem sabia que ele havia tomado como amante primeiro a irmã mais nova de Ana Bolena, Maria, com quem teve o tão desejado filho varão. Teve mas desprezou, já fascinado pela mais velha.
Logo no início tomamos conhecimento da ambição desmedida da família das moças, capaz de orquestrar o envolvimento do rei com a jovem Ana, a custa de sua dignidade, em troca de favores e regalias. Sou particularmente fascinada por essa passagem histórica, a rainha dos mil dias, inteligente, manipuladora e decapitada.
Mas fiquei viajando em uma das cenas. O rei visita as terras dos Boleign para ter seu interesse despertado por Ana, o que de fato acontece. Mas a moça abusa de sua impulsividade e acaba provocando um pequeno acidente que faz com que o rei se veja sob os cuidados de Maria, recém-casada, tímida e ingênua. Pronto, aí tudo desanda.
Me ocorreu que sem este incidente provavelmente Ana e Henrique teriam se tornado amantes, e ela acabaria por conseguir um casamento com algum nobre ao ser preterida, como era a intenção inicial da família. Mas o desenrolar dos fatos a leva à corte francesa, de onde volta ansiando por mais, não se contenta com nada menos que a coroa, e assim provoca o rompimento da Inglaterra com a igreja católica.
É, essa moça fez história. Sua força era tanta que, mesmo acusada de incesto e traição e condenada a morte, conseguiu convencer o rei a trazer um carrasco da França para ser executada com a espada e não com o machado, alegando que uma rainha não deveria se curvar diante de ninguém.
Por mais que saiba que é impossível, sempre que leio sobre Ana Bolena ou vejo algum filme sobre ela, torço para que sobreviva... Nonsense total.






